MPMG lança força-tarefa para reforçar combate à criminalidade em Sete Lagoas
Quinta-feira, 02 de julho de 2026. 15:46
Grupo de Intervenção Estratégica reúne instituições de segurança e justiça para atuar contra criminosos reincidentes e ampliar a troca de informações
Sete Lagoas passa a contar com uma nova estratégia integrada de enfrentamento à criminalidade. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) oficializou a criação do Grupo de Intervenção Estratégica (GIE), uma força-tarefa permanente que reúne representantes do Ministério Público, das polícias Militar, Civil e Penal, do Poder Judiciário e de órgãos estaduais para fortalecer ações de inteligência e repressão ao crime.
A proposta do grupo é promover o compartilhamento de informações entre as instituições, identificar alvos prioritários e agilizar medidas investigativas e judiciais voltadas principalmente aos criminosos reincidentes, considerados responsáveis por grande parte dos delitos registrados na região.
Durante o lançamento da iniciativa, o comandante da 19ª Região da Polícia Militar, coronel Helvécio Fraga, destacou que os esforços estarão concentrados em indivíduos que possuem histórico recorrente de envolvimento com atividades criminosas.
Segundo ele, levantamentos realizados pelas forças de segurança indicam que uma parcela reduzida da população é responsável pela maioria dos crimes praticados no município. O oficial defendeu a atuação coordenada das instituições para garantir maior efetividade nas prisões e no acompanhamento desses infratores.
O delegado regional da Polícia Civil, Alexandre Viana Corrêa, reforçou esse entendimento e afirmou que aproximadamente 80% das ocorrências criminais registradas na cidade envolvem autores já conhecidos pelas autoridades. Ele ressaltou que a proximidade de Sete Lagoas com Belo Horizonte e municípios da Região Metropolitana contribui para a circulação de criminosos, mas destacou que a maior parte dos casos está relacionada a indivíduos identificados pelas forças de segurança.
Em relação aos homicídios recentes registrados na cidade, o delegado informou que as investigações apontam ligação direta com disputas associadas ao tráfico de drogas. Conforme explicou, as apurações já resultaram em prisões e não há indícios de ataques aleatórios contra a população.
O sistema prisional também terá participação ativa no novo modelo de atuação. De acordo com o diretor da 19ª Região Integrada de Segurança Prisional, Edson Peixoto, a Polícia Penal continuará monitorando detentos considerados de alta periculosidade. Caso sejam identificadas lideranças criminosas ou pessoas com influência sobre atividades ilícitas, elas poderão ser transferidas para unidades de segurança máxima.
Idealizador do projeto, o promotor de Justiça André Luiz Nolli Merrighi explicou que o GIE foi criado para fortalecer a integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública e pela aplicação da justiça.
A expectativa é que o grupo funcione como um espaço permanente de planejamento e inteligência, permitindo reuniões periódicas, troca de informações estratégicas e definição conjunta de ações para reduzir os índices de criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.













