Golpe da maquininha de cartão, inventado no Brasil, ganha o mundo; saiba qual
Segunda-feira, 27 de Novembro de 2023
Originário do Brasil, o primeiro golpe no mundo a permitir o desvio de pagamentos por aproximação mira sobretudo lojas de shopping e postos de gasolina em vários países. A informação foi divulgada em evento da Kaspersky no último dia 21. Para driblar o protocolo de segurança usado no pagamento por aproximação, os criminosos bloqueiam a comunicação da maquininha e exibem esta mensagem, com falhas de acentuação e de digitação: "ERRO APROXIMACAO INSIRA O CARTAO."
Assim, induzem o comprador a recorrer à forma tradicional, com inserção do cartão e digitação da senha. Nesse momento, segundo a Kaspersky, o vírus cria uma conexão falsa: em vez de o sistema de pagamento se comunicar com a instituição financeira, envia as informações diretamente para os criminosos e faz uma compra fantasma. Um indício do golpe são pagamentos duplicados na fatura.
Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) não se pronunciou até a publicação desta reportagem. Em janeiro, a entidade havia declarado não ter detectado evidência desse malware em ação. "[A associação] continuará monitorando e buscando informações junto ao mercado sobre o suposto golpe para impedir o pagamento por aproximação, uma modalidade de pagamento extremamente segura", disse.
A Associação Brasileira de Internet (Abranet), que representa empresas de pagamento, não respondeu ao pedido de informação da reportagem. O esquema foi revelado pela Folha de S.Paulo em janeiro e está em prática desde novembro do ano passado, mas não havia detalhes sobre as vítimas. O responsável pela fraude é a gangue de cibercriminosos chamada Prilex. A Kaspersky afirma que foi a primeira vez em que alguém deu um nó nesse formato de transação.
Outra novidade descoberta pelos pesquisadores da Kaspersky foi que o golpe afeta apenas maquininhas com fio, já que a invasão ocorre no computador, onde há mais vulnerabilidades do que no sistema da maquininha, segundo os especialistas.
O golpe começa com a visita de um cibercriminoso ao estabelecimento. Para agendá-la, o estelionatário se passa por um representante da empresa de maquininhas ou de outra prestadora de serviços.
Fonte: O tempo













