TURI atribui crise do transporte coletivo a desequilíbrio financeiro e cobra medidas estruturais em Sete Lagoas

Quinta-feira, 11 de junho de 2026. 10:44

TURI atribui crise do transporte coletivo a desequilíbrio financeiro e cobra medidas estruturais em Sete Lagoas

A empresa TURI Transporte Urbano Rodoviário e Intermunicipal Ltda divulgou nesta quarta-feira (10) uma nota à imprensa em que apresenta sua versão sobre a atual situação do transporte coletivo de Sete Lagoas e os recentes transtornos enfrentados pelos usuários do sistema.

No comunicado, a concessionária reconhece os impactos causados pela paralisação parcial dos serviços nos últimos dias e afirma que a crise enfrentada pelo transporte público municipal é resultado de um desequilíbrio econômico-financeiro que se acumula há anos.

Segundo a empresa, o cenário foi agravado pelo aumento contínuo dos custos operacionais, pela redução no número de passageiros registrada nos últimos anos e pelos reflexos da pandemia da Covid-19. A TURI também cita discussões judiciais relacionadas à remuneração do serviço prestado.

A concessionária afirma que, enquanto diversos municípios brasileiros adotaram mecanismos como subsídios, fundos de mobilidade e compensações tarifárias para garantir a sustentabilidade do transporte público, Sete Lagoas ainda enfrenta dificuldades para modernizar seu modelo de gestão do setor.

De acordo com a nota, diante do agravamento da situação financeira da operação, a empresa protocolou em abril de 2026 uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais. Na ocasião, segundo a TURI, foram apresentados documentos e dados alertando para o risco de colapso do sistema caso medidas estruturais não fossem adotadas pelo poder público municipal.

A empresa também informou que realizou diversas tentativas de diálogo com a administração municipal para discutir alternativas para o transporte coletivo, mas afirma que não obteve sucesso nas tratativas.

Ainda conforme o comunicado, a TURI destaca que manteve a operação de aproximadamente 90 veículos e dezenas de linhas, incluindo trajetos de baixa demanda, horários noturnos, finais de semana e regiões que dependem exclusivamente do transporte coletivo para acesso ao trabalho, educação e serviços públicos.

Sobre as reivindicações dos trabalhadores, a concessionária informou que permanece aberta ao diálogo e busca alternativas que permitam atender às demandas da categoria sem comprometer a continuidade da prestação do serviço.

Ao final da nota, a empresa afirma que sua prioridade é contribuir para a normalização do transporte coletivo e participar das discussões sobre o futuro da mobilidade urbana em Sete Lagoas. A TURI também declarou permanecer à disposição das autoridades, da imprensa e da população para prestar esclarecimentos.

A Prefeitura de Sete Lagoas ainda pode se manifestar sobre os pontos apresentados pela concessionária.