Por que trap ganhou espaço em festivais, mas segue injustiçado nos rankings anuais do streaming?

Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2023

Por que trap ganhou espaço em festivais, mas segue injustiçado nos rankings anuais do streaming?

No Brasil, quem manda nos rankings das rádios e do streaming é o sertanejo, seguido por outros estilos como pop, funk, forró e piseiro. Mas o que dizer do trap, hoje o subgênero mais ouvido do rap?

Embora com presença cada vez mais forte nas playlists de jovens brasileiros e nos line-ups de festivais, o estilo tem altos e baixos nas listas de fim de ano das principais plataformas:

Em 2021, a presença do trap começou a aparecer timidamente. No top 10 anual do Youtube, o Mc Poze do Rodo conquistou o 8° lugar com “Vida Louca” e o 10° com “A cara do Crime”;

Em 2022, o trap não apareceu na lista de vídeos mais vistos do Youtube, mas teve destaque dentre as músicas mais ouvidas no Spotify, com o 2° lugar de “Malvadão 3”, de Xamã;

Em 2023, o destaque nos rankings foi Veigh, com dois álbuns no top 5 anual dos mais ouvidos no Spotify.

Mesmo sem aparecer nas listas de fim de ano do streaming, o trap teve bons momentos em 2023. “Conexões de Máfia”, gravada por Matuê com o americano Rich The Kid, alcançou a primeira posição no Spotify brasileiro, chegou a 3 milhões de plays em 18 horas e conquistou até uma vaga no top 40 global.

KayBlack emplacou sete músicas de seu EP “Contradições” nas paradas nacionais no Spotify. No Brasil, “melhor só” chegou ao 2° lugar em março.

Fonte: G1