Movimentos LGBT de Sete Lagoas e MG Seven divulgam nota de repúdio contra declarações feitas sobre evento na cidade
Nota de repúdio
Os movimentos, LGBT de Sete Lagoas e MGSeven, realizadores da 11ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ nesse município, vem a público demostrar decepção e repúdio quanto às declarações lgbtfóbicas e ataques quanto à realização de evento supra citado com participação da artista Gretchen contando com apoio do poder público municipal.
Vale ressaltar que o evento é aberto ao público de forma gratuita e, assim como outros eventos de grande porte realizados na cidade, que também tiveram apoio da prefeitura, não sofreram nenhum ataque por parte de cidadãos da nossa comunidade militante ou não.
Indiretamente o município ganha com o evento por meio do turismo na rede hoteleira, restaurantes, prestação de serviços, enfim, se existe um investimento é porque há um retorno também. Não existe apropriação de recursos públicos e nem desvios de verbas que, quando destinadas a uma pasta, deve ser investida nela e não ser transferida para outra secretaria. Isso é legislado!
É importante esclarecer também que boa parte do evento é realizada com recursos privados e patrocinados por empresas e hotéis conscientes da importância da causa.
Quanto à escolha da artista Gretchen, além do carinho dos fãs LGBTQIAPN+ com ela, assim como nós, ela também supera desafios e ataques pelo machismo estrutural que critica sua postura feminista e livre. Não se pode esquecer que Gretchen é mãe de Thamy Miranda, homem trans vereador de São Paulo. A simbologia da presença de Gretchen em nosso evento é forte e impregnada de conceito, merecendo o respeito como mulher, como artista e como mãe.
Reforçamos que os artistas que participam da Parada do Orgulho LGBTQIAPN em Sete Lagoas são voluntários, incluindo os apresentadores. Toda essa abnegação e altruísmo são para ratificar a importância da luta que nunca buscou privilégios, mas sim equivalência de direitos, já que os deveres são iguais
Seja por ignorância, por conservadorismo ou nojo, nossos grupos não serão calados e não concordarão com atos de intolerância de qualquer espécie, nem tampouco com estímulos ao ódio e à opressão. Basta do tempo em que os regimes autoritários, censuráveis e anti-democráticos nos reduziam a minorias em guetos e à marginalização. Somos muitos, somos grandes, somos fortes e somos resistência. Essa luta é humanitária, é de todas, todes e todos. Não vão nos calar!
Dessa forma, são todos convidados a participarem conosco desse momento, seja para engrossar o nosso coro ou para sairem da ignorância cega e limitante.
Se ainda assim o seu ódio e conservadorismo forem mais fortes que o respeito pelo próximo, então, fique em casa. É preciso ter coragem para entender as individualidades, sair da zona de conforto e calçar os sapatos dos outros, isso é empatia, para se ter, basta compreender.
Respeitosamente
Movimentos: LGBT de Sete Lagoas e MGSeven













