Estudo alega que obsessão pelo bem-estar absoluto pode nos tonar infelizes

Estudo alega que obsessão pelo bem-estar absoluto pode nos tonar infelizes

Dois estudos publicados em 2011 por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, descrevem que, quanto mais as pessoas valorizam a felicidade, maior é a probabilidade de elas se desapontarem.

A psicóloga e terapeuta de casais Elayne Novais alerta que a pressão social por uma emoção positiva constante pode ser algo muito perigoso.

“A grande dificuldade para muitos é entender que ser feliz não é sentir-se bem o tempo todo; tampouco tem a ver com ausência de sentimentos desconfortáveis, como a ansiedade e a raiva. Estar feliz não nos livra de experiências desagradáveis”, afirma.

Paradoxalmente, a procura por objetivos inatingíveis tende a gerar insatisfação, e não bem-estar.

“A comparação com a vida alheia – aquela velha ideia de que a grama do vizinho está sempre mais verdinha – pode ser uma armadilha mental que vai nos distanciar da nossa própria realidade e, por consequência, da nossa felicidade também. Estar focado o tempo todo em uma vida plena de alegrias e conquistas é irreal e provavelmente vai nos fazer mais infelizes do que felizes”, argumenta Elayne.