Nova Lei institui monitoramento permanente da qualidade da água das lagoas de Sete Lagoas
Terça-feira, 26 de maio de 2026. 11:15
As famosas lagoas de Sete Lagoas agora contam com um mecanismo legal robusto para garantir sua preservação. Foi sancionada a Lei nº 10.575, que institui o monitoramento contínuo e sistemático da qualidade das águas no município. A medida, de autoria do Poder Executivo e baseada em anteprojeto do vereador Téo da Equoterapia (PODEMOS), tem como principais objetivos a preservação ambiental, a proteção da saúde pública e o incentivo ao turismo sustentável.
A partir de agora, a Prefeitura fica autorizada a contratar empresas especializadas, laboratórios ou firmar parcerias com universidades e instituições de pesquisa para realizar coletas e análises técnicas detalhadas.
Análises detalhadas e combate à poluição
O texto da lei estabelece que as coletas de água devem ocorrer, no mínimo, de forma trimestral, respeitando as mudanças climáticas e as características de cada lagoa. Os técnicos vão avaliar de perto indicadores cruciais para a saúde dos ecossistemas, tais como:
- Níveis de pH e oxigênio dissolvido;
- Presença de cianobactérias, toxinas e coliformes;
- Concentração de metais pesados e nutrientes, como nitrogênio e fósforo.
Os pontos de coleta serão instalados estrategicamente, priorizando áreas de lazer, locais historicamente degradados e regiões próximas a deságues de águas pluviais ou efluentes.
Transparência para a população: Todos os resultados deverão ser organizados em um banco de dados digital e disponibilizados na internet para consulta pública. O cidadão poderá acompanhar o histórico comparativo e a classificação da qualidade da água de forma clara e acessível.
Rigor e segurança biológica
Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a nova legislação também funciona como um mecanismo preventivo. Caso as análises apontem contaminação ou riscos à saúde, o município deverá emitir alertas imediatos e poderá restringir temporariamente atividades de pesca, esportes ou lazer na lagoa afetada.
Além de proteger a fauna e a flora nativas, o monitoramento sistemático pretende pavimentar o caminho para o desenvolvimento econômico da cidade. Com águas limpas e seguras, a expectativa é fomentar modalidades de turismo ecológico, pesca amadora e esportes aquáticos, integrando o patrimônio natural ao bem-estar dos setelagoanos.
A lei já está em vigor.
Prefeitura monitora floração de algas na Lagoa Paulino
Atualmente, após a cor da Lagoa Paulino gerar muitos comentários entre os moradores, a Prefeitura de Sete Lagoas informou que vem monitorando a floração de algas por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O secretário de Meio Ambiente, Pedro Figueiredo, explicou ao setelagoas.com.br os motivos do fenômeno, os impactos causados e quais medidas estão sendo adotadas pela Prefeitura, em parceria com o SAAE e a Codesel, para recuperar e preservar as lagoas da cidade.
Fonte: Sete Lagoas.com













