Ailton Barros, preso em operação contra vacinação falsa, diz saber quem mandou matar Marielle Franco
Ailton Barros foi uma das pessoas acionadas por Mauro Cid para inserir, no sistema do Ministério da Saúde, informações falsas sobre a vacinação da sua esposa, Gabriela Cid. Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, Ailton diz ter conseguido fraudar os registros após intervenção do ex-vereador do Rio de Janeiro, Marcello Siciliano.
Uma das mensagens, no entanto, chama a atenção por um outro motivo. Em um áudio compartilhado em um aplicativo de troca de mensagens, o militar da reserva diz saber "tudo", incluindo quem seria o mandante do assassinato da vereadora do Rio, Marielle Franco, ocorrido em 14 de março de 2018, na capital fluminense. Duas pessoas estão presas por terem cometido o crime, o policial reformado Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio de Queiroz. No entanto, o mandante nunca foi encontrado.
Mandante da morte de Marielle Franco
Na mensagem, Aílton faz a intermediação junto a Mauro Cid para que Marcello Siciliano consiga uma reunião com o cônsul dos Estados Unidos no Brasil para resolver um problema relacionado a seu visto de entrada no país norte-americano. O ex-vereador foi citado, no início das investigações como sendo o mandante do assassinato, o que não foi confirmado - e, por isso, teria tido o visto cancelado.
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"Esse garoto, Marcello Sicilianoera um que vereador do Rio de Janeiro e que foi acusado de ser o mandante da morte da Marielle", contou Ailton Barros no áudio. "Aí depois o camarada confessou que inventou a história (o cara da polícia federal), confessou que inventou a história dele, que não foi ele aí passou a acusar o Brasão, tá tudo na conta do Brasão", completou, referindo-se a Domingos Brazão, ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
A participação de Domingos Brazão no crime nunca foi confirmada pelas investigações.













