Bolsa Família: suspeita de fraude em 2,5 milhões de benefícios exige 10 milhões de recadastramentos
Os indícios de irregularidades, que chegariam a 11% do total de beneficiários, foram confirmados pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, na última quinta-feira (9). Segundo o gestor da pasta, os registros do programa já estão em revisão mesmo antes da convocação para o recadastramento, por meio de uma peneira no Cadastro Único (CadÚnico), porta de entrada para o Bolsa Família – antigo Auxílio Brasil.
Esse pente-fino deve seguir durante este mês e março e, se confirmadas as irregularidades, os beneficiários terão o pagamento bloqueado até que se comprove ou não a fraude. “Acreditamos que mais ou menos 2,5 milhões dos que recebem têm grandes indícios de irregularidades”, disse o ministro.
Pré-requisito:- Estar no Cadastro Único e com dados atualizados- Viver em situação de extrema pobreza com renda mensal de até R$ 105 por pessoa- Viver em situação de pobreza com renda mensal de até R$ 210 por pessoa]Uma nova regra pode ser criada neste ano: rianças precisam manter frequência escolar e estar com caderneta de vacinação em dia
Segundo Wellington Dias, as apurações iniciais no CadÚnico apontam que há pessoas com renda elevada, de aproximadamente nove salários mínimos, que recebem o benefício destinado a famílias de baixa renda.
Atualmente, 21,9 milhões de famílias brasileiras recebem a ajuda de R$ 600 mensais mais R$ 150 por criança de até 6 anos de idade. Segundo dados da Agência Senado, o pagamento do auxílio gera um custo de R$ 175 bilhões aos cofres do país. Em Minas, até agosto do ano passado, mais de 1,5 milhão de famílias eram atendidas pelo programa.













