Trump confirma tarifa de 25% sobre aço e alumínio, impactando o Brasil

Trump confirma tarifa de 25% sobre aço e alumínio, impactando o Brasil

Medida baseada na segurança nacional

Trump utilizou a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio para justificar a decisão, um mecanismo que permite ao presidente impor barreiras comerciais com base em questões de segurança nacional. Essa estratégia já havia sido usada em 2018, durante seu primeiro mandato, para tarifar aço e alumínio.

Essa nova imposição tarifária faz parte de uma postura mais rígida do governo americano em relação ao comércio exterior. Na semana passada, Trump já havia anunciado uma taxa de 10% sobre importações chinesas e ameaçou Canadá e México com medidas semelhantes.

Reação do Brasil

O governo brasileiro ainda estuda possíveis respostas à decisão americana. Surgiram especulações de que o Brasil poderia retaliar taxando gigantes da tecnologia como Google, Amazon e Meta, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou essa possibilidade.

“A informação de que o governo Lula pretende taxar empresas de tecnologia caso os EUA apliquem tarifas ao Brasil não é verdadeira”, declarou Haddad em sua conta no X (antigo Twitter). Ele ressaltou que qualquer posicionamento oficial do governo será baseado em decisões concretas, evitando interpretações equivocadas.

Atualmente, os Estados Unidos representam 48% das exportações brasileiras de aço e 16% das vendas de alumínio, totalizando US$ 5,7 bilhões em negócios no ano de 2024.

Impacto no mercado financeiro

Antes da confirmação das tarifas, a Gerdau (GGBR4) operava em alta devido à sua forte atuação nos Estados Unidos, fator que pode minimizar os impactos negativos da medida. Já outras empresas como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e CBA (CBAV3) apresentavam volatilidade no mercado, refletindo a incerteza sobre os desdobramentos da nova política tarifária.