Setores da saúde analisam efeitos de eventual retaliação do Brasil ao tarifaço de Trump
A elevação de 50% nas tarifas dos Estados Unidos para produtos fabricados no Brasil, anunciada pelo presidente Donald Trump na quarta-feira (9), não gerou preocupação imediata no setor farmacêutico nacional. Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), o Brasil atualmente não exporta medicamentos para o mercado norte-americano.
Apesar disso, o sindicato alertou para a possibilidade de uma reação do governo brasileiro à medida adotada pelos EUA. A aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, por meio de aumento nos tributos incidentes sobre medicamentos importados dos Estados Unidos, é apontada como um risco à estrutura do sistema de saúde do país.Conforme avaliação do Sindusfarma, a eventual adoção dessa retaliação poderia afetar medicamentos de alta complexidade, que são majoritariamente adquiridos pelo Ministério da Saúde e por operadoras da Saúde Suplementar. Esses remédios são fornecidos por subsidiárias brasileiras de laboratórios farmacêuticos norte-americanos.













