Minas Gerais registra primeira morte por febre amarela em 2025
A morte foi registrada em Extrema, no Sul de Minas. O paciente, morador de Bragança Paulista (SP), deslocava-se diariamente para a cidade mineira. A SES-MG investiga o local provável da contaminação.
Além do óbito, um caso positivo de febre amarela em primata não humano (PNH) foi confirmado no município de Toledo, também no Sul de Minas.
Especialista alerta para baixa cobertura vacinal
O infectologista Leandro Curi considera a situação “assustadora”, uma vez que a febre amarela possui vacina disponível. Ele ressalta que a cobertura vacinal em Minas está abaixo do ideal, o que aumenta o risco de propagação da doença. “Com pelo menos 95% da população vacinada, a transmissão seria reduzida”, afirmou.
O médico reforça a importância da prevenção. Além da vacina, ele recomenda o uso de repelentes e roupas de manga longa ao frequentar áreas de mata. “Infelizmente, muitas pessoas só se preocupam com a doença após casos graves ou mortes”, destacou.
Curi lembra que a febre amarela é grave e pode ser fatal para qualquer pessoa, independentemente da idade ou de comorbidades. Ele alerta ainda para o aumento de casos de outras doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e zika.
Formas de transmissão
A febre amarela possui dois ciclos de transmissão:
Silvestre: transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, que infectam macacos e humanos.
Urbano: transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. O último caso urbano no Brasil foi registrado em 1942.
Ministério da Saúde alerta para aumento de casos
O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o aumento da transmissão da febre amarela em Minas Gerais, São Paulo, Roraima e Tocantins. O período sazonal da doença vai de dezembro a maio, e as autoridades recomendam intensificação das ações de vigilância e imunização nas áreas de risco.













