Material escolar já subiu o dobro da inflação de 2022 e pode ficar ainda mais caro
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) faz um levantamento mensal da variação de preços de produtos que compõem a lista de material escolar, incluindo cadernos, livros didáticos e de literatura, além de diversos produtos de papelaria.
Em média, os preços praticados já em dezembro de 2022 estavam 11% maiores do que os preços praticados em janeiro do ano passado. O índice é quase o dobro da inflação oficial, que encerrou 22022 em 5,9%, segundo o IBGE. Mas o reajuste aplicado aos produtos pode ser ainda maior. Levantamento da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) prevê um aumento que pode bater na casa dos 30% no fim de janeiro.
Jeitinho
O reajuste dos preços obriga pais e mães a serem criativos. As estratégias adotadas para fugir das altas são várias, desde a tradicional pesquisa de preços até as compras coletivas e em grupos de pais.
Roseane Aparecida, moradora de Belo Horizonte, é mãe de uma aluna do segundo ano fundamental e, todos os anos, organiza os pais das outras crianças para fazer as compras em conjunto. Segundo ela, a economia compensa e chega a 80% do valor que seria gasto em compras de varejo.













