Leishmaniose: Coordenador do CCZ de Sete Lagoas orienta sobre prevenção e controle da doença
A leishmaniose continua sendo uma realidade preocupante em Sete Lagoas. Considerada uma área endêmica, a cidade convive há anos com a presença do mosquito-palha, transmissor da doença, e exige atenção constante da população e das autoridades de saúde.
Em entrevista ao setelagoas.com.br o Dr. Thiago Henrique Carvalho de Souza – Médico Veterinário – Coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) fala sobre o tema com detalhes, veja:
“O mosquito-palha se desenvolve em ambientes com muita matéria orgânica em decomposição – como folhas, frutas caídas, madeira úmida e fezes de animais”, explica o médico-veterinário Thiago. Diferente do mosquito da dengue, ele não depende de água parada para se reproduzir, o que causa confusão entre muitos moradores. “O mosquito-palha prefere locais úmidos e sombreados, geralmente em quintais descuidados”, completa.
Por isso, ações simples como manter o quintal limpo, recolher restos orgânicos e fezes de animais, além de deixar o ambiente seco e arejado, são fundamentais no combate à doença.
Números que preocupam, mas indicam tendência de queda
Entre 2020 e 2024, a cidade registrou os seguintes números de leishmaniose em humanos:
2020: 9 casos
2021: 13 casos
2022: 14 casos
2023: 6 casos
2024: 3 casos (até o momento)













