Empresária alega ter sido assediada em festa de Carnaval de clube privado em BH
Como conta Adriane, ela estava na fila da chapelaria da casa de show para pegar a sua bolsa, quando um homem, que aparentava ter cerca de 58 anos, se aproximou. “Um senhor, um homem mais velho, insinuou que eu fosse uma prostituta. Eu sou uma empresária. Naquele momento eu ignorei, queria pegar a bolsa e ir embora”, lembra. Mas o homem não desistiu.
“Ele me encoxou por trás, encostando todo em mim, e disse que queria meu telefone. Eu avisei para ele sair, que eu era casada”, continua a jovem, que tentou usar a desculpa de um relacionamento para tentar afastar o homem, o que não funcionou. Adriane conta que ficou nervosa por estar sendo tocada e reagiu dando um tapa no rosto do assediador, mas, mesmo assim, ele não cedeu e começou a agredi-la. “Eu só queria que ele parasse, mas ele veio para cima de mim, começou a me bater”.
De acordo com a jovem, no momento da agressão, nenhum segurança apareceu para separar a briga. “A única que me ajudou foi uma amiga minha, ela ficou com machucado roxo nas costas ao tentar me ajudar”, conta. “A polícia estava na casa na hora, para a fiscalização. Eles viraram para mim e falaram que não era para eu abrir Boletim de Ocorrência, porque o homem era de Brasília e não ia dar em nada”, lamenta.
Naquele dia, Adriane saiu do local ainda em choque, acompanhada da amiga, e o Clube Chalezinho foi interditado por não ter o alvará de funcionamento na hora da fiscalização. “Não recebi suporte nenhum, nem do Clube, nem da Polícia. As pessoas separaram o homem e me falaram que eu tinha que tomar cuidado porque ele também foi machucado, como se eu fosse a errada”, desabafa.
A jovem procurou o escritório de Advocacia Especializada, quando foi aconselhada pelo advogado a voltar na casa de shows e recuperar as imagens do assédio. “Eu fui para o Clube, ainda chorando muito, pedir as imagens. Eles simplesmente me ofereceram uma entrada off para a festa de outro dia, uma falta de respeito”, conta.
Adriane negou a oferta e decidiu que iria procurar formas de denunciar o assédio. “Esse tipo de violência acontece com frequência e nada é feito. Não dão valor para nós, mulheres. Eu fui assediada e agredida simplesmente por não querer passar meu telefone e ficar com aquele homem. Isso tem que acabar”, desabafa.













