Doenças respiratórias matam um mineiro a cada 4 horas; internações sobem 17% em BH
Minas Gerais enfrenta um grave surto de doenças respiratórias. A cada quatro horas, uma pessoa morre no estado por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), quadro clínico grave associado a infecções como gripe, covid-19, bronquiolite e pneumonia. De janeiro até 13 de junho, o painel estadual de vigilância epidemiológica registrou 948 óbitos provocados pela síndrome. O avanço da doença pressiona o sistema de saúde e levou o governo a decretar emergência em saúde pública.
O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) destaca Minas Gerais como um dos estados com maior risco de crescimento nos casos. A capital, Belo Horizonte, foi incluída entre as 17 capitais brasileiras com aumento constante de registros. Somente em BH, as internações por doenças respiratórias cresceram 17% em comparação com o mesmo período do ano passado: foram 10.291 hospitalizações neste ano contra 8.792 em 2024. Desde janeiro, 257 pessoas morreram na cidade em decorrência de insuficiência respiratória.













