Deixar de comer feijão pode aumentar em 20% o risco de desenvolver obesidade
Na pesquisa, um grupo de voluntários que não consumiu feijão teve 10% mais chance de desenvolver sobrepeso e risco 20% maior de obesidade. Por outro lado, aqueles que consumiram a leguminosa de forma regular, durante cinco ou mais dias da semana, tiveram cerca de 15% menos chance de apresentar excesso de peso e obesidade.
De acordo com a nutricionista Fernanda Serra Granado, responsável pelo estudo, além de ser um dos símbolos da alimentação tradicional do brasileiro, o feijão é um importante indicador da qualidade nutricional da dieta e elemento essencial para a manutenção da segurança alimentar.
“É garantia do cidadão brasileiro o direito a uma alimentação de qualidade. No entanto, sabe-se que nem todos possuem alternativas para manter uma dieta equilibrada e, nesta questão, o feijão possui inestimável valor social para os brasileiros”, afirmou a pesquisadora da UFMG.
Para a realização da pesquisa, foram coletados dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que incluíam mais de 500 mil adultos, que foram acompanhados de 2009 a 2019, por meio de entrevistas telefônicas.
Os participantes foram divididos em quatro grupos segundo a frequência de consumo semanal de feijão: não consumiam (zero dia por semana), baixo consumo (um a dois dias por semana), consumo moderado (três a quatro dias por semana) e consumo regular (cinco a sete dias por semana). A análise mostrou que o consumo regular de feijão é o mais indicado para um bom estado nutricional. Os dados foram ajustados para diversas variáveis, incluindo as comportamentais.
Menos feijão no prato
A diminuição do consumo dessa importante leguminosa entre os brasileiros vem gerando alarde entre os profissionais da saúde. Outra linha do estudo da UFMG analisou o consumo de feijão de 2007 a 2017 e identificou uma tendência preocupante de queda. A estimativa é que, em 2025, o brasileiro deixe de comer feijão de forma regular, passando a prevalecer o consumo considerado não regular, de um a quatro dias por semana.













