Bombril pede recuperação judicial; fábrica em Sete Lagoas está ‘sob garantia’
De acordo com a imprensa nacional, o pedido veio por conta de uma crise implementada, segundo o pedido, após a venda de parte das ações de filhos de Roberto Ferreira, fundador da Bombril, para o grupo italiano Cragnotti & Partners. Este novo controlador teriam feito ações que causaram prejuízos para a gigante da limpeza brasileira, com dívidas tributárias acumularam R$ 2,3 bilhões, feitas entre 1998 e 2001.
A Bombril apontou, em sua justificativa, que a dívida elevada e o risco de perder os processos judiciais que contestam o montante podem levar a companhia a ter uma “forte deterioração operacional, reduzindo a sua capacidade de pagamento de fornecedores, financiadores e levando à descontinuidade de relações comerciais e ao vencimento antecipado de dívidas”.
Se o processo de recuperação judicial for aceito, a companhia ganha proteção e tempo contra a execução de dívidas e garantias por parte dos credores. “Com a RJ, a companhia será capaz de manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo, por meio de um processo célere e com o menor impacto possível aos direitos dos credores e às atividades operacionais”, afirma a empresa em nota, reproduzida pelo site Forbes.
Segundo o IstoÉ Dinheiro, a Bombril alega que as fábricas da empresa em São Bernardo do Campo (SP), Sete Lagoas e Abreu e Lima (PE), junto com suas máquinas, estão sendo usadas como garantia em processos judiciais e administrativos, impedindo que esses bens sejam usados como garantia para novos financiamentos e dificulta investimentos para manutenção e modernização da operação.













