Aparições de caramujo em Sete Lagoas: saiba como proceder

Aparições de caramujo em Sete Lagoas: saiba como proceder

O molusco veio ao Brasil como uma “iguaria” que seria opção ao escargot, mas como não caiu no gosto do brasileiro, as espécies foram soltas no ambiente e se proliferado desde então, sem um predador específico. De acordo com Cassiana Eudócia, supervisora do Controle de Caramujos Africanos da Prefeitura de Sete Lagoas, “o caramujo se abriga embaixo da terra e quando chega a umidade trazida pelas chuvas ele consegue se locomover a procura de alimento e isso não sinaliza um aumento na infestação”.

E o que este animal come? Plantas no geral, com preferência entre as verdes com sabor amargo, como mamoneiras e bananeiras. “A espécie não precisa de macho e fêmea pra reprodução, todos os caramujos reproduzem e isso, somado a falta de um predador natural dificulta muito o controle”, afirma Cassiana.

Em Sete Lagoas, os locais com maior relato de incidência do caramujo africano são os bairros Morro do Claro, Nossa Senhora do Carmo e das Graças, Manoa e Kwait. A recomendação da supervisora de controle ao animal é que a população não jogue sal ou cal virgem nele: “É preciso retirá-lo do local infestado porque eles abrigam nas cascas ovos que podem se tornar novas infestações. Além do mais, são potenciais criadouros de mosquitos uma vez que suas cascas podem acumular água”, completa Cassiana.