Um jovem de 23 anos foi vítima de um golpe de extorsão praticado por meio do WhatsApp e procurou a Polícia Militar na noite de segunda-feira (20), no bairro Montreal, em Sete Lagoas. O criminoso se passou por um delegado de polícia, utilizou dados pessoais da vítima para dar credibilidade à fraude e conseguiu que ela realizasse uma transferência via Pix.
Segundo o boletim de ocorrência, o jovem começou a receber mensagens de um número com DDD 11. O autor afirmou ser delegado e alegou que a vítima estaria sendo investigada por um suposto crime envolvendo uma menor de idade, com base em uma denúncia anônima nas redes sociais.
Na sequência, o golpista insistiu em uma ligação telefônica. Durante a conversa, adotou um tom intimidatório, exigiu ser chamado de "doutor" e afirmou que poderia evitar o suposto andamento do caso mediante o pagamento de R$ 10 mil.
Chantagem e pressão psicológica
Para convencer a vítima, o criminoso apresentou diferentes versões sobre o suposto caso, utilizando informações contraditórias e apelando para a pressão emocional.Em um momento, afirmou que a adolescente teria se ferido após uma discussão com a mãe. Em outro, alegou que ela teria atentado contra a própria vida depois que as supostas conversas vieram à tona.
Mesmo desconfiando das inconsistências, o jovem relatou ter ficado assustado quando o estelionatário passou a citar dados pessoais de seus familiares, como nomes e locais de trabalho.
Vítima fez transferência por medo
Após informar que não possuía os R$ 10 mil exigidos, o jovem recebeu uma chave Pix para efetuar um pagamento de menor valor. Temendo as ameaças, acabou transferindo R$ 515,28 para a conta indicada pelo criminoso.Depois de perceber que havia sido enganado, a vítima bloqueou o contato, acionou a instituição financeira para contestar a transferência via Pix e registrou a ocorrência junto à Polícia Militar.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
Como se proteger desse tipo de golpe
A polícia orienta que a população desconfie de contatos que utilizem ameaças, pressão psicológica ou pedidos de pagamento para supostamente evitar investigações.Em situações semelhantes:
- Não realize transferências ou pagamentos;
- Interrompa o contato imediatamente;
- Procure confirmar a informação pelos canais oficiais;
- Registre um boletim de ocorrência e informe o banco o quanto antes, caso tenha efetuado alguma transferência.
