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Colesterol alto: causas, fatores de risco e cuidados com o coração

10/08/26 - 00:00

Colesterol alto: causas, fatores de risco e cuidados com o coração

O colesterol é uma substância que o corpo precisa para funcionar bem, mas quando fica desequilibrado se torna um dos maiores riscos para o coração. O LDL, popularmente chamado de "colesterol ruim", quando está em excesso, contribui para o depósito de gordura nas artérias um processo que costuma ser silencioso e só é percebido anos depois, muitas vezes através de um infarto ou um AVC.

A alimentação influencia bastante, mas não é o único fator: genética, funcionamento do metabolismo, falta de atividade física e outras doenças também interferem nos níveis de colesterol.

Colesterol não é sempre vilão

É comum pensar que colesterol é algo ruim que precisa ser zerado, mas essa ideia é equivocada. O corpo usa essa substância para fabricar hormônios, produzir vitamina D e construir as membranas das células. A questão não é a presença do colesterol, e sim o desequilíbrio entre seus tipos.

Segundo a endocrinologista Dra. Maria Letícia Murba, o colesterol é essencial ao organismo e o real problema está no desequilíbrio entre suas frações: o LDL em excesso deposita gordura nas artérias, enquanto o HDL trabalha removendo parte dessa gordura e levando-a de volta ao fígado para ser eliminada. Manter essas duas frações em equilíbrio é um dos pilares centrais da saúde do coração.

Um ponto de atenção: ter HDL alto não anula os efeitos de um LDL elevado. O cardiologista Dr. Carlo Bonasso Filho reforça que o HDL tem, sim, um papel protetor, mas isso não substitui o controle do LDL que deve ser ajustado de acordo com o risco individual de cada pessoa, e é esse o verdadeiro foco da prevenção cardiovascular.

Um problema que não avisa

Um dos aspectos mais perigosos do colesterol alto é que ele raramente apresenta sintomas. Muita gente vive anos com taxas alteradas sem perceber nada, até que um evento grave infarto ou AVC revela o problema.

O cardiologista Dr. Vitor de Holanda destaca que, como o colesterol elevado geralmente não dá sinais, exames de rotina são essenciais para detectar alterações antes que se tornem um problema sério.

O que leva ao colesterol alto

Vários fatores combinados costumam explicar o colesterol elevado: hábitos de vida, herança genética e certas condições de saúde. O consumo frequente de gorduras saturadas e trans presentes em ultraprocessados, frituras e carnes gordurosas está entre as principais causas. Sedentarismo, sobrepeso, tabagismo e álcool em excesso também pesam nessa equação.

Existe ainda o componente genético: algumas pessoas nascem com uma predisposição a níveis altos de LDL, o que aumenta o risco de problemas cardíacos precoces. Segundo o Dr. Daniel Petlik, a hipercolesterolemia familiar é um exemplo dessa condição e muitas vezes o paciente só descobre que tem a alteração depois de um evento cardiovascular ou durante exames de rotina.

Vale lembrar que o colesterol alto costuma andar junto com outras questões metabólicas, como obesidade, diabetes, resistência à insulina e gordura no fígado, o que reforça a necessidade de tratar o corpo como um todo. O Dr. Vitor de Holanda explica que o fígado tem papel central no metabolismo, e o acúmulo de gordura nesse órgão pode indicar um desequilíbrio metabólico maior, que também afeta o risco cardiovascular.

Como manter o colesterol sob controle

As metas de colesterol não são iguais para todo mundo elas dependem da idade, do histórico familiar e da presença de outras condições, como diabetes, hipertensão ou eventos cardíacos anteriores. Por isso, uma avaliação médica individual é fundamental. O Dr. Daniel Petlik pontua que quem já sofreu um infarto ou tem doença cardiovascular diagnosticada precisa de metas de LDL mais rígidas do que alguém sem esse histórico.

Mesmo quando o uso de medicamentos é necessário, mudar hábitos continua sendo indispensável. Segundo a Dra. Maria Letícia Murba, não existe alimento ou suplemento milagroso capaz de compensar hábitos ruins o controle do colesterol depende de alimentação equilibrada, exercício físico, peso adequado, boas noites de sono e acompanhamento médico.

Fonte: Sete Lagoas Notícias 

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