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Prefeitura detalha novo modelo de gestão do transporte coletivo após fim da intervenção na Turi

22/07/26 - 00:00

Prefeitura detalha novo modelo de gestão do transporte coletivo após fim da intervenção na Turi

A Prefeitura de Sete Lagoas anunciou o encerramento da intervenção operacional na Turi, concessionária responsável pelo transporte coletivo do município. Após 40 dias sob administração municipal, a empresa volta a comandar a operação dos ônibus, mas a gestão financeira do sistema permanecerá sob controle da Prefeitura.

Segundo o prefeito Douglas Melo, a medida busca garantir maior fiscalização sobre os recursos arrecadados, evitar novos atrasos no pagamento dos funcionários e impedir novas paralisações do serviço.

Intervenção evitou colapso do transporte

Durante pronunciamento, o prefeito afirmou que a intervenção foi necessária para assegurar a continuidade do transporte público e regularizar a situação dos trabalhadores da concessionária.

De acordo com a administração municipal, durante os 40 dias de intervenção foram investidos R$ 1,635 milhão para quitar salários atrasados, vale-alimentação, plano de saúde, encargos trabalhistas, manutenção da frota e pagamentos a fornecedores.

Além disso, a Prefeitura repassou R$ 400 mil à Cooperseltta para garantir a circulação dos veículos operados pela cooperativa.

Douglas Melo ressaltou que os valores aportados pelo Município não representam um repasse definitivo e deverão ser cobrados posteriormente da Turi.

Prefeitura controlará a arrecadação

Com o novo modelo, a Turi volta a administrar a operação diária dos ônibus, enquanto a Prefeitura ficará responsável pelo controle da arrecadação do sistema e pela distribuição dos recursos entre a concessionária e a Cooperseltta.

Segundo o Executivo, a medida amplia a fiscalização e oferece mais segurança para que as obrigações trabalhistas e operacionais sejam cumpridas.

Município anuncia apoio permanente ao sistema

Para garantir a continuidade do transporte coletivo, a Prefeitura também anunciou um novo modelo de apoio financeiro ao serviço.

As medidas incluem:

  • Aporte mensal de R$ 550 mil;
  • Isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS);
  • Investimento estimado em aproximadamente R$ 750 mil por mês no sistema.
Em contrapartida, a administração municipal determinou que os recursos deverão ser utilizados exclusivamente para o pagamento dos funcionários e a manutenção da frota.

"O que não vamos admitir são novas paralisações", afirmou o prefeito.

Investigações continuam

Apesar do fim da intervenção operacional, a Prefeitura informou que permanecem em andamento as auditorias e os processos administrativos para apurar as causas da crise enfrentada pelo transporte coletivo.

Os levantamentos poderão resultar na responsabilização administrativa, contratual, civil ou judicial da concessionária, caso sejam constatadas irregularidades.

Ao encerrar o pronunciamento, Douglas Melo agradeceu ao interventor Charles Generoso Baracho e às equipes das secretarias envolvidas na condução da intervenção, destacando o trabalho realizado para manter o transporte em funcionamento e assegurar o pagamento dos trabalhadores.

Segundo a Prefeitura, os mecanismos de fiscalização implantados durante a intervenção permanecerão ativos para acompanhar a execução do contrato e a prestação do serviço à população.

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