OMR Componentes Automotivos, pertencente ao Grupo SADA, confirmou recentemente um aporte de R$ 500 milhões para ampliar seu parque industrial em Sete Lagoas. Desse montante, R$ 350 milhões serão direcionados à construção de uma nova unidade fabril voltada à produção de rodas de alumínio, com operação prevista para começar no início de 2027. Os R$ 150 milhões restantes serão investidos em uma nova linha de fundição de componentes de alumínio.
A futura fábrica de rodas nascerá com capacidade para produzir 1 milhão de unidades por ano, em aros que vão de 15 a 21 polegadas, atendendo a todos os segmentos de veículos leves — incluindo os modelos eletrificados. Segundo o planejamento da companhia, essa capacidade poderá dobrar, chegando a 2 milhões de peças anuais em uma segunda fase do projeto. Inicialmente, a produção será voltada ao abastecimento do mercado nacional, mas a possibilidade de exportação não está descartada.
O investimento no segmento de rodas de alumínio é uma resposta à forte demanda das montadoras instaladas no Brasil, que já adotam esse tipo de roda na maior parte de seus veículos, com exceção das versões de entrada. Com a nova fábrica, a OMR pretende ampliar seu fornecimento a praticamente todas as montadoras que operam no país.
Com a expansão, o complexo industrial sairá dos atuais 40 mil m² para 72 mil m², passando a contar com 14 células de fundição sob baixa pressão, uma área de tratamento térmico, oito células de usinagem e uma linha de pintura — todas integradas à estrutura já existente da fábrica. Ao todo, serão gerados 600 novos empregos diretos na cidade.
O movimento também dialoga com as metas de sustentabilidade do setor automotivo: o alumínio ajuda a reduzir o peso dos veículos, o que resulta em menor consumo de combustível e menos emissão de poluentes. A empresa também se posiciona para o crescimento futuro dos veículos 100% elétricos, ainda que, hoje, os híbridos flex sejam vistos como a alternativa mais adequada à realidade do mercado brasileiro. A nova linha de fundição, aliás, já começou a operar de forma gradual, produzindo bedplates para motores com capacidade de até 10 injetores — peça que também abre espaço para a fabricação de outros itens do portfólio da empresa.
Fonte: 7Dias News
